quinta-feira, 26 de maio de 2011


quem dirá o que é certo e verá por todos os lados, 
será o senhor do tempo.
quem trará o amor verdadeiro, deixará a fonte a quem quiser beber, 
será a senhora da rosa.
deixa  o tempo clareando o monte, 
deixa o amor iluminando o homem,
quem poderá perceber sem olhar?
escutar o silêncio, 
serenar o pensamento, 
saberá de sua força, 
saberá de seu domínio, 
firmará o seu caminho, 
sentirá o amor profundo, 
será grandioso o homem.

vem chegando o tempo.


sexta-feira, 15 de abril de 2011

de mim 15/20/10 ainda

hoje 9:42, não escovei os dentes
me esqueci do desodorante
ignorei a maquiagem
e meu cabelo me aceitou, disse que tava bom 
só acordei, mas queria o colo do ócio
pra me sentir querida.
 suei no buço
não fiz poesia
- eu quero as minhas sequelas.

terça-feira, 22 de março de 2011

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

CONFORTO:
posição de bule com duas alças
CONFORTO:
subir morros com as mãos nas costas
CONFORTO:
dançar Carmem Miranda sem a mão rodopiando para cima
CONFORTO:
dencansar as mãos na anca
CONFORTO:
abocanhar o coccix com os dedos

tomando chá, subindo a ladeira da preguiça, gingando, criando pretextos e pressionando: o tico tico tá comento meu fubá.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Pra contar como contratempo os ventos, as chuvas e rotinas, prefiro manter intacto o caule, esperando nova floração em setembro, a gosto de fazer setembro quando quiser.


{com meus frutos e flores, não quero ser Nathália Passarela}
os galhos estarão sempre aqui. 10/01/11

sábado, 1 de janeiro de 2011

quis um, tem mais. doeu.
pentatônicas do blues, abaixem a crina.


olha meu peito em gomos.
- gosto de ver a guitarra chorar.
 antes ela do que eu.

2 da manhã e você sugere
uma discussão, parabéns!
o sono claramente te impediu de
socar a cara de alguém.
          Intermédio.
8 da manhã, o despertador
acorda você e sua gata;
pelo menos uma de vocês tinha um
pesadelo.
          Alívio.
9:10hs, o despertador berra tons
dançantes e te lembra do trabalho.
         Sono.
10:00 horas, o limite que sempre desrespeito,
e o que me mantém é a cama. Facilmente,
o cheiro do queijo no fogo acordaria seu estômago
bem antes de você.
       Fome subentendida.
10:45 e você se olha no espelho
pela décima quinta vez, como se fosse
se arrumar mais rápido assim.
      Nem tão fresco.
Os títulos não deveriam colocar nome no atraso das coisas.
       Vivo.
21:30  -  você pode começar.




28/12 - 31/12/2010

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

é que quando você enterra alguém, alguma nota deve ser publicada.


Carolina dessa vez enterrou aquela flor lá, a do jarro que ficava junto a ela na tal janela. Chico ainda pode cantar que 'o tempo passou na janela'.


mas a dona foi seguir borboletas.

domingo, 7 de novembro de 2010

Carolina IV

Carolina levantou sabendo que seria difícil engolir desaforos, principalmente os vindos do desgaste. Qualquer coisa tida como velha se tornava exponencialmente insuportável; já o que se enquadrava na novidade trazia o aspecto de um sorriso em algum momento, deixava abraços nas entrelinhas. 
A conduta necessária não parecia um bom padrão as 7 da manhã, muito menos as belas 11da noite; cuidar, regar, podar, crescer... isso tudo organizado, suprimia o tesão da vida como se suprime uma proposta, diminuía a dinâmica, fazia querer voltar a ficar na janela, mesmo não pertencendo mais aquele lugar. Perder o rumo seria uma boa opção, mas só as entrelinhas ainda brilham na rotina, e apagar não faz parte dela.
Um suco de uva na vontade, melodia, vermelho vivo nas flores desconhecidas, ansiedade, preguiça, um céu migrando, um verde de ensurdecer qualquer tato, uma terra com textura de cegar paixões, uma urgência que não suportava emudecer, até que grita: Um dia ainda sumo dessa Carolina!