quarta-feira, 28 de julho de 2010

do tempo que passa:
Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar, amor, cantar.


- esses verbos ainda me matam de vergonha.

alice-mar(n)ia

Alice Maria nunca estava em seu processo de formação, eram sempre formações e protestos.
No que tange sua personalidade, se clareavam grandes descobertas, enquanto nua lhe descobriam do edredon de cores sórdidas.
A inquietude de Maria e o comodismo de Alice, era assim com o já dito amor: alicemaria; ia do querer um corpo quente a querer outro, com a intensidade de um urro de dor. As arrumações adverbiais de Maria não terminavam nunca em conjugações; enquanto Alice fazia de sua rotina conjugar o verbo arrumar como obsessão.
-Eu lavo vasilhas cantarolando
- Já eu, cato virilhas.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

não gosto de títulos

sem muita razão e ponto.
do convite pra poucos:
Visite minha casa, lhe indico a escrivaninha barroca de Jacarandá, cuja gaveta central é abarrotada de fotografias e vontades.

-a primeira exposição pública das letras, acabou viajando pra terra entre águas.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

"menos intimidade e mais amor" beibe.


- 3 primeiros meses de 365 dias.
sobre as unhas e mais: 

quem diz que o céu é azul, é analfabeto de céu.

                                                                                                         Foto: Flávio Dutra

                    Ainda mudo na lua cheia, sem hermética, sendo sim (ples). Gritando em sopros feitos de vapor pra's mãos, agasalhando extremidades nas entre-pernas. Ouvindo o que não é, me ensurdecendo nessa nostalgia que parece hoje, tudo soando tão blues quanto este azul de inverno posto no céu.
... café, aperto de mão
chapéu, olhar de soslaio
reza, bandeira, bastão
feira, bengala, balaio
este povo assim
calado, manso
é como dinamite, um dia explode.

Ronald Clavor
sábado lhe perguntaram,
sábado ela pensou uma vez,
e com uma vez foi suficiente.

fervereiro

já é fevereiro e eu aqui. [ do tempo que foi fervereiro no rio.]

por Maria Alice

 Pensava convicta tanta coisa sobre si mesma que talvez não fosse mais que ficção o que ela representava, nem Maria nem Alice, gostava de escrever o próprio nome como se fosse um "Alicemaria" achava que passava a idéia de ser o alicerce de alguém.