Alice Maria nunca estava em seu processo de formação, eram sempre formações e protestos. No que tange sua personalidade, se clareavam grandes descobertas, enquanto nua lhe descobriam do edredon de cores sórdidas. A inquietude de Maria e o comodismo de Alice, era assim com o já dito amor: alicemaria; ia do querer um corpo quente a querer outro, com a intensidade de um urro de dor. As arrumações adverbiais de Maria não terminavam nunca em conjugações; enquanto Alice fazia de sua rotina conjugar o verbo arrumar como obsessão. -Eu lavo vasilhas cantarolando - Já eu, cato virilhas.
Ainda mudo na lua cheia, sem hermética, sendo sim (ples). Gritando em sopros feitos de vapor pra's mãos, agasalhando extremidades nas entre-pernas. Ouvindo o que não é, me ensurdecendo nessa nostalgia que parece hoje, tudo soando tão blues quanto este azul de inverno posto no céu.
... café, aperto de mão
chapéu, olhar de soslaio
reza, bandeira, bastão
feira, bengala, balaio
este povo assim
calado, manso
é como dinamite, um dia explode.
Ronald Clavor
sábado lhe perguntaram, sábado ela pensou uma vez, e com uma vez foi suficiente.
Pensava convicta tanta coisa sobre si mesma que talvez não fosse mais que ficção o que ela representava, nem Maria nem Alice, gostava de escrever o próprio nome como se fosse um "Alicemaria" achava que passava a idéia de ser o alicerce de alguém.