Alice Maria nunca estava em seu processo de formação, eram sempre formações e protestos.
No que tange sua personalidade, se clareavam grandes descobertas, enquanto nua lhe descobriam do edredon de cores sórdidas.
A inquietude de Maria e o comodismo de Alice, era assim com o já dito amor: alicemaria; ia do querer um corpo quente a querer outro, com a intensidade de um urro de dor. As arrumações adverbiais de Maria não terminavam nunca em conjugações; enquanto Alice fazia de sua rotina conjugar o verbo arrumar como obsessão.
-Eu lavo vasilhas cantarolando
- Já eu, cato virilhas.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
sobre as unhas e mais:
quem diz que o céu é azul, é analfabeto de céu.
Foto: Flávio Dutra
Ainda mudo na lua cheia, sem hermética, sendo sim (ples). Gritando em sopros feitos de vapor pra's mãos, agasalhando extremidades nas entre-pernas. Ouvindo o que não é, me ensurdecendo nessa nostalgia que parece hoje, tudo soando tão blues quanto este azul de inverno posto no céu.
por Maria Alice
Pensava convicta tanta coisa sobre si mesma que talvez não fosse mais que ficção o que ela representava, nem Maria nem Alice, gostava de escrever o próprio nome como se fosse um "Alicemaria" achava que passava a idéia de ser o alicerce de alguém.
domingo, 16 de maio de 2010
samba do desamor
até a sola acabar
até o azulejo ruir
trago verbos e
verbetes e confusão
a transferência clara
da distancia ativa,
e o suíngue que
não balança mais as cadeiras
roda a saia, encosta o calcanhar no chão
vai dar meia noite quando vira
vai dar meio amor
sobe 13 metros
ouve o som da mandinga
o coração soa pandeiro
o zunido do partido alto
e ainda sim,
sigo eu dançando o samba do desamor
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